Riepilogo
Descripción general del contenido del recurso.
Este trabajo surge como resultado de nuestro activismo feminista y de las investigaciones extensionistas desarrolladas con un grupo de mujeres en el barrio Ciudad Obispo Angelelli II, al sur de la ciudad de Córdoba, Argentina. El grupo, conformado por mujeres de entre 20 y 60 años, se organiza en torno a un comedor comunitario que ha servido como espacio para reflexionar críticamente, con el fin de crear mundos posibles, centrados en el concepto de Buen Vivir. Los encuentros, realizados quincenalmente, se estructuran como talleres o círculos feministas. El trabajo se enmarca en los aportes de los feminismos latinoamericanos, que promueven la idea de crear comunidad como camino hacia la despatriarcalización de la vida. En este artículo, compartimos reflexiones surgidas de dos ejes de trabajo colectivo: un taller de alimentación y otro de danza y autosostén. Defendemos una práctica extensionista crítica, feminista y militante, que cuestiona los postulados tradicionales del conocimiento neutral, objetivo y apolítico. This work emerges as a result of our feminist activism and outreach research developed with a group of women in the Ciudad Obispo Angelelli II neighborhood, south of Cordoba city, Argentina. The group, made up of women between 20 and 60 years of age, is organized around a community kitchen, which has served as a space for critical reflection, with the aim of creating possible worlds, centered on the concept of Good Living. The meetings, held biweekly, are structured as workshops or feminist circles. The work is framed in the contributions of Latin American feminisms, which promote the idea of creating community as a path towards the depatriarchalization of life. In this article, we share reflections arising from two axes of collective work: a food workshop and a dance and self-support workshop. We defend a critical, feminist and militant outreach practice, which questions the traditional postulates of neutral, objective and apolitical knowledge. Este trabalho surge como resultado do nosso ativismo feminista e da investigação de extensão desenvolvida com um grupo de mulheres do bairro Ciudad Obispo Angelelli II, no sul da cidade de Córdoba, Argentina. O grupo, formado por mulheres entre 20 e 60 anos, está organizado em torno de um refeitório comunitário que tem servido como espaço de reflexão crítica, com o objetivo de criar mundos possíveis, centrados no conceito de Bem Viver. Os encontros, realizados quinzenalmente, estruturam-se como oficinas ou círculos feministas. O trabalho é enquadrado pelos contributos dos feminismos latino-americanos, que promovem a ideia da criação de comunidade como um caminho para a despatriarcalização da vida. Neste artigo, partilhamos reflexões decorrentes de dois eixos de trabalho coletivo: uma oficina de alimentação e uma oficina de dança e auto-sustentação. Defendemos uma prática extensionista crítica, feminista e militante que questiona os postulados tradicionais do conhecimento neutro, objetivo e apolítico.