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Toxoplasmose aguda: estudo da freqüência, taxa de transmissão vertical e relação entre os testes diagnósticos materno-fetais em gestantes em estado da Região Centro-Oeste do Brasil Acute toxoplasmosis: study of the frequency, vertical tansmission rate and the relationship between maternal-fetal diagnostic tests during pregnancy in a Central-Western state of Brazil

Ernesto Antonio Figueiró-Filho et al · Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia · 2005

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OBJETIVOS: estabelecer a freqüência da toxoplasmose aguda em gestantes, a taxa de transmissão vertical e o resultado perinatal dos fetos infectados. Objetivou-se, ainda, avaliar a relação entre os principais testes materno-fetais de diagnóstico da toxoplasmose durante a gestação, bem como a relação entre faixa etária e a infecção aguda pelo Toxoplasma gondii. MÉTODOS: estudo prospectivo longitudinal com 32.512 gestantes submetidas à triagem pré-natal pelo Programa de Proteção à Gestante de Mato Grosso do Sul, no período de novembro de 2002 a outubro de 2003. Utilizaram-se método ELISA (IgG e IgM) e teste de avidez de anticorpos IgG para diagnóstico da toxoplasmose materna, e PCR no líquido amniótico, para diagnóstico da infecção fetal. A avaliação das variáveis foi feita pelas médias, ao passo que a correlação entre algumas variáveis foi avaliada pelo teste do c² e teste de Fisher bicaudado em tabelas de contingência de dupla entrada. RESULTADOS: encontrou-se freqüência de 0,42% para a infecção aguda pelo T. gondii na população de gestantes, sendo 92% delas expostas previamente à infecção e 8% suscetíveis. Nas gestantes com sorologia IgM reagente, a faixa etária variou de 14 a 39 anos, com média de 23&plusmn;5,9 anos. Não houve relação significativa estatisticamente entre faixa etária e infecção materna aguda pelo T. gondii (p=0,73). Verificou-se taxa de transmissão vertical de 3,9%. Houve relação estatisticamente significativa (p=0,001) entre o teste de avidez (IgG) baixo (<30%) e presença de infecção fetal, e ausência de toxoplasmose fetal quando a avidez apresentava-se elevada (>60%). Houve associação significativa estatisticamente (p=0,001) entre infecção fetal (PCR em líquido amniótico) e infecção neonatal. CONCLUSÕES: a freqüência da toxoplasmose aguda materna apresentou-se abaixo do observado em outras investigações no Brasil. Entretanto a taxa de transmissão vertical não foi discordante do encontrado em outros estudos. O teste de avidez dos anticorpos IgG, quando associado à idade gestacional e data de realização do exame, mostrou-se útil para orientar a terapêutica e avaliar o risco de transmissão vertical, permitindo afastá-lo quando havia avidez elevada previamente a 12 semanas. O PCR positivo foi associado à pior prognóstico neonatal, demonstrando-se método específico para diagnóstico intra-útero da infecção fetal.<br>PURPOSE: to establish the frequency of acute toxoplasmosis in pregnant women, vertical transmission rate and the perinatal results of the infected fetuses and also to evaluate the relationship between the most used maternal-fetal diagnostic tests for toxoplasmosis during pregnancy and the relationship between age and acute toxoplasmosis infection during pregnancy. METHODS: longitudinal prospective study of 32,512 pregnant women attended by The Pregnancy Protection Program of the State of Mato Grosso do Sul - Brazil, from November 2002 to October 2003. ELISA (IgG and IgM) and IgG avidity test were performed for maternal diagnosis and amniotic fluid PCR for fetal investigation of the infection. The relationship between data was analyzed statistically by the chi2 or two-sided Fisher's exact test in contingency tables. RESULTS: a 0.42% frequency of acute Toxoplasma gondii infection among pregnant population was found, where 92% were previously exposed and 8% were susceptible. Among IgM-positive pregnant women, the age ranged from 14 to 39 years, with a mean of 23&plusmn;5.9 years. There was no statistically significant relationship between age and maternal acute T. gondii infection (p=0.73). The vertical transmission rate was 3.9%. A statistically significant relationship was shown (p=0.001) between a lower avidity IgG test (<30%) and the presence of fetal infection and a higher IgG avidity test (>60%) and the absence of fetal infection. There was a statistically significant association (p=0.001) between fetal infection (amniotic fluid PCR) and neonatal infection. CONCLUSIONS: maternal acute toxoplasmosis frequency was lower than the Brazilian national parameters, whereas vertical transmission rate did not differ from the rates found in other studies. The IgG avidity test, when associated with gestational age and the examination date, was useful to evaluate the therapeutical options and to consider the risk of vertical transmission when performed before 12 weeks. Positive PCR in amniotic fluid showed a positive relationship with the worst neonatal prognosis, being a specific method in diagnosing intrauterine fetal infection.

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al, E. A. F. F. E. (2005). Toxoplasmose aguda: estudo da freqüência, taxa de transmissão vertical e relação entre os testes diagnósticos materno-fetais em gestantes em estado da Região Centro-Oeste do Brasil Acute toxoplasmosis: study of the frequency, vertical tansmission rate and the relationship between maternal-fetal diagnostic tests during pregnancy in a Central-Western state of Brazil. https://doi.org/10.1590/S0100-72032005000800002

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al, Ernesto Antonio Figueiró-Filho et. "Toxoplasmose aguda: estudo da freqüência, taxa de transmissão vertical e relação entre os testes diagnósticos materno-fetais em gestantes em estado da Região Centro-Oeste do Brasil Acute toxoplasmosis: study of the frequency, vertical tansmission rate and the relationship between maternal-fetal diagnostic tests during pregnancy in a Central-Western state of Brazil." 2005. https://doi.org/10.1590/S0100-72032005000800002.

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al, Ernesto Antonio Figueiró-Filho et. 2005. "Toxoplasmose aguda: estudo da freqüência, taxa de transmissão vertical e relação entre os testes diagnósticos materno-fetais em gestantes em estado da Região Centro-Oeste do Brasil Acute toxoplasmosis: study of the frequency, vertical tansmission rate and the relationship between maternal-fetal diagnostic tests during pregnancy in a Central-Western state of Brazil.". https://doi.org/10.1590/S0100-72032005000800002.

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al, E. A. F. F. E. 2005, Toxoplasmose aguda: estudo da freqüência, taxa de transmissão vertical e relação entre os testes diagnósticos materno-fetais em gestantes em estado da Região Centro-Oeste do Brasil Acute toxoplasmosis: study of the frequency, vertical tansmission rate and the relationship between maternal-fetal diagnostic tests during pregnancy in a Central-Western state of Brazil, Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, available at: https://doi.org/10.1590/S0100-72032005000800002 [Accessed 26 Jun. 2026].

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Título
Toxoplasmose aguda: estudo da freqüência, taxa de transmissão vertical e relação entre os testes diagnósticos materno-fetais em gestantes em estado da Região Centro-Oeste do Brasil Acute toxoplasmosis: study of the frequency, vertical tansmission rate and the relationship between maternal-fetal diagnostic tests during pregnancy in a Central-Western state of Brazil
Autor / colaboradores
Ernesto Antonio Figueiró-Filho et al
Editorial
Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia
Año de publicación
2005
ISSN
0100-7203
ISSN
0100-7203
Idioma
eng

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