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Artículo

Pré-eclâmpsia precoce e tardia: uma classificação mais adequada para o prognóstico materno e perinatal? Early-onset preeclampsia: is it a better classification for maternal and perinatal outcomes?

Zilma Silveira Nogueira Reis et al · Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia · 2010

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OBJETIVO: avaliar as diferenças entre o resultado materno e perinatal de gestações complicadas pela pré-eclâmpsia, segundo classificação em sua forma grave/leve e de início precoce/tardio. MÉTODOS: estudo retrospectivo envolvendo 211 gestações complicadas pela pré-eclâmpsia, avaliadas em centro universitário de referência, no período de 2000 a 2010. O diagnóstico e a gravidade da doença foram baseados nos valores da pressão arterial, proteinúria e nos achados clínicos e laboratoriais. A idade da gestante, cor da pele, paridade, pressão arterial, valores de proteinúria semiquantitativa, presença de incisura bilateral em artérias uterinas à doplervelocimetria e as condições de nascimento foram comparados entre os casos de forma leve/grave, assim como entre aqueles de surgimento precoce/tardio. A doença foi considerada precoce quando diagnosticada antes da 34ª semana. RESULTADOS: a maioria das gestantes apresentava a forma grave da pré-eclâmpsia (82,8%) e 50,7%, de início precoce. Os valores da pressão arterial (133,6±14,8 versus 115,4 mmHg, p=0,0004, e 132,2±16,5 versus 125,7 mmHg, p=0,0004) e proteinúria semiquantitativa (p=0,0003 e p=0,0005) foram mais elevados nas formas grave e precoce em relação às formas leve e tardia. O peso ao nascimento (1.435,4±521,6 versus 2.710±605,0 g, 1.923,7±807,9 versus 2.415,0±925,0 g, p<0,0001 para ambos) e o índice de Apgar (p=0,01 para ambos) foram menores nas formas grave e precoce da pré-eclâmpsia, em relação às formas leve e tardia. Por outro lado, a presença de incisura bilateral em artérias uterinas se associou às formas de início precoce (69,2 versus 47,9%, p=0,02), enquanto a restrição de crescimento fetal foi mais frequente nas formas graves da pré-eclâmpsia (30 versus 4,4%, p=0,008). CONCLUSÃO: a classificação da pré-eclâmpsia baseada em parâmetros clínicos maternos refletiu melhor as condições de nutrição fetal, enquanto o seu surgimento precoce se associou melhor à vasculopatia placentária detectada à doplervelocimetria.<br>PURPOSE: to evaluate the differences between the maternal and perinatal outcomes of pregnancies complicated by preeclampsia, according to the classification as the severe/mild form, and the early/late onset form. METHODS: a retrospective study with 211 pregnancies complicated by preeclampsia, assessed at a university reference center from 2000 to 2010. The diagnosis and disease severity were based on the values of blood pressure, proteinuria, and clinical and laboratory findings. The pregnant's age, skin color, parity, blood pressure, urine protein semiquantitative values, presence of bilateral notch in the uterine artery dopplervelocimetry and birth conditions were compared between patients with mild and severe disease, as well as between those of early/late onset. The disease was considered to be of early onset when diagnosed at less than 34 weeks of gestational age. RESULTS: most patients had the severe form of preeclampsia (82.8%), and the onset of the condition was early in 50.7%. Blood pressure values (133.6±14.8 versus 115.4 mmHg, p=0.0004 and 132.2±16.5 versus 125.7 mmHg, p=0.0004) and semiquantitative proteinuria (p=0.0003 and p=0.0005) were higher in the early and severe forms compared to mild and late forms. Infant birth weight (1,435.4±521.6 versus 2,710±605.0 g, 1,923.7±807.9 versus 2,415.0±925.0 g, p<0.0001 for both) and Apgar score (p=0.01 for both) were smaller for severe and early preeclampsia compared to mild and late preeclampsia. On the other hand, the presence of a bilateral notch in the uterine arteries was linked to the forms of early onset (69.2 versus 47.9%, p=0.02), whereas fetal growth restriction was more frequent in the severe forms of preeclampsia (30 versus 4.4%, p=0.008). CONCLUSION: the preeclampsia classification based on maternal clinical parameters better reflected the conditions of fetal nutrition, while the early onset of the condition was associated with placental vasculopathy detected by dopplervelocimetry.

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al, Z. S. N. R. E. (2010). Pré-eclâmpsia precoce e tardia: uma classificação mais adequada para o prognóstico materno e perinatal? Early-onset preeclampsia: is it a better classification for maternal and perinatal outcomes?. https://doi.org/10.1590/S0100-72032010001200004

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al, Zilma Silveira Nogueira Reis et. "Pré-eclâmpsia precoce e tardia: uma classificação mais adequada para o prognóstico materno e perinatal? Early-onset preeclampsia: is it a better classification for maternal and perinatal outcomes?." 2010. https://doi.org/10.1590/S0100-72032010001200004.

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al, Zilma Silveira Nogueira Reis et. 2010. "Pré-eclâmpsia precoce e tardia: uma classificação mais adequada para o prognóstico materno e perinatal? Early-onset preeclampsia: is it a better classification for maternal and perinatal outcomes?.". https://doi.org/10.1590/S0100-72032010001200004.

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al, Z. S. N. R. E. 2010, Pré-eclâmpsia precoce e tardia: uma classificação mais adequada para o prognóstico materno e perinatal? Early-onset preeclampsia: is it a better classification for maternal and perinatal outcomes?, Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, available at: https://doi.org/10.1590/S0100-72032010001200004 [Accessed 1 Jul. 2026].

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Título
Pré-eclâmpsia precoce e tardia: uma classificação mais adequada para o prognóstico materno e perinatal? Early-onset preeclampsia: is it a better classification for maternal and perinatal outcomes?
Autor / colaboradores
Zilma Silveira Nogueira Reis et al
Editorial
Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia
Año de publicación
2010
ISSN
0100-7203
ISSN
0100-7203
Idioma
eng

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