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Fatores que influenciam a transmissão vertical do vírus da imunodeficiência humana tipo 1 Risk factors for vertical transmission of the human immunodeficiency virus type 1

Geraldo Duarte et al · Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia · 2005

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Um dos mais expressivos avanços visando controlar a dispersão da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1) ocorreu no contexto da transmissão vertical (TV), reduzindo-a de cifras que chegavam a 40% para menos de 3%. O progresso tecnológico, aliado ao melhor conhecimento fisiopatológico dessa infecção, permitiu elencar as situações e os fatores que elevam as taxas de transmissão perinatal desse vírus, indicando quais as intervenções mais adequadas para o seu controle. Estas situações de maior risco para a TV do HIV-1 podem ser agrupadas em fatores maternos, anexiais, obstétricos, fetais, virais e pós-natais. Dos fatores maternos destaca-se a carga viral, o principal indicador do risco desta forma de transmissão. No entanto, a despeito da relevância da carga viral, ela não é a única variável desta equação, devendo ser lembrado o uso de drogas ilícitas, parceria sexual múltipla com sexo desprotegido, desnutrição, tabagismo, doença materna avançada e falta de adesão ou de acesso aos anti-retrovirais. Dos fatores anexiais apontam-se a corioamniorrexe prolongada, a perda da integridade placentária e a expressão dos receptores secundários no tecido placentário. Entre os fatores obstétricos deve ser lembrado que intervenções invasivas sobre o feto ou câmara amniótica, cardiotocografia interna, tipo de parto e contato do feto/recém-nascido com sangue materno também são importantes elementos a serem controlados. Dos fatores fetais são citados a expressão de receptores secundários para o HIV-1, a suscetibilidade genética, a função reduzida dos linfócitos T-citotóxicos e a prematuridade. Sobre os fatores virais aventa-se que a presença de mutações e cepas indutoras de sincício sejam fatores de risco para a TV. Finalmente, há os fatores pós-natais, representados pela carga viral elevada no leite, baixa concentração de anticorpos neste fluído, mastite clínica e lesões mamilares, que podem ser resumidos no contexto da amamentação natural.<br>One of the most important advances in the control of the spread of infection with type 1 human immunodeficiency virus (HIV-1) occurred within the context of vertical transmission (VT), with a reduction from levels of more than 40% to levels of less than 3%. Technological progress together with a better physiopathological understanding of this infection has permitted the determination of the situations and factors that increase the rates of perinatal transmission of the virus, indicating which interventions are most adequate for its control. The situations of higher risk for VT of HIV involve maternal, adnexal, obstetrical, fetal, viral, and postnatal factors. Among maternal factors, particularly important is viral load, the major indicator of the risk of this form of transmission. However, despite its relevance, viral load is not the only variable in this equation, with the following factors also playing important roles: use of illicit drugs, multiple sex partners and unprotected sex, malnutrition, smoking habit, advanced maternal disease, and lack af access or compliance with antiretroviral drugs. Among the adnexal factors are prolonged chorion-amniorrhexis, loss of placental integrity, and the expression of secondary receptors in placental tissue. Among the obstetrical factors, it should be remembered that invasive interventions in the fetus or amniotic chamber, internal cardiotocography, type of delivery, and contact of the fetus/newborn infant with maternal blood are also important elements to be controlled. Among the fetal factors are the expression of secondary HIV-1 receptors, genetic susceptibility, reduced cytotoxic T-lymphocyte function, and prematurity. Among the viral factors, mutations and syncytium-inducing strains are believed to be risk factors for VT. Finally, there are postnatal factors represented by an elevated viral load in maternal milk, a low antibody concentration in this fluid, clinical mastitis and nipple lesions, which can be grouped within the context of breast-feeding.

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al, G. D. E. (2005). Fatores que influenciam a transmissão vertical do vírus da imunodeficiência humana tipo 1 Risk factors for vertical transmission of the human immunodeficiency virus type 1. https://doi.org/10.1590/S0100-72032005001100011

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al, Geraldo Duarte et. "Fatores que influenciam a transmissão vertical do vírus da imunodeficiência humana tipo 1 Risk factors for vertical transmission of the human immunodeficiency virus type 1." 2005. https://doi.org/10.1590/S0100-72032005001100011.

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al, Geraldo Duarte et. 2005. "Fatores que influenciam a transmissão vertical do vírus da imunodeficiência humana tipo 1 Risk factors for vertical transmission of the human immunodeficiency virus type 1.". https://doi.org/10.1590/S0100-72032005001100011.

Harvard

al, G. D. E. 2005, Fatores que influenciam a transmissão vertical do vírus da imunodeficiência humana tipo 1 Risk factors for vertical transmission of the human immunodeficiency virus type 1, Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, available at: https://doi.org/10.1590/S0100-72032005001100011 [Accessed 6 Aug. 2026].

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Título
Fatores que influenciam a transmissão vertical do vírus da imunodeficiência humana tipo 1 Risk factors for vertical transmission of the human immunodeficiency virus type 1
Autor / colaboradores
Geraldo Duarte et al
Editorial
Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia
Año de publicación
2005
ISSN
0100-7203
ISSN
0100-7203
Idioma
Inglés

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