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Ansiedade no puerpério: prevalência e fatores de risco Postpartum anxiety: prevalence and risk factors

Alexandre Faisal-Cury et al · Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia · 2006

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OBJETIVOS: estimar a prevalência de ansiedade puerperal (AP) e fatores de risco associados, em amostra de mulheres de clínica privada. MÉTODOS: foi realizado estudo de corte transversal com 299 mulheres, atendidas em consulta ginecológica de rotina, durante o período de agosto de 2000 a maio de 2003. Foram utilizados o STAIT (Spielberger State-Trait Anxiety Inventory), para avaliação de ansiedade puerperal, e um questionário com dados sociodemográficos e obstétricos. Os critérios de inclusão foram: puérperas sem história atual ou passada de depressão ou tratamento psiquiátrico, alcoolismo ou abuso de drogas e cujos filhos estavam vivos. As prevalências de AP-traço e AP-estado que avaliam, respectivamente, características de personalidade e ansiedade transitória, segundo o STAIT, foram estimadas, conjuntamente com o intervalo de confiança (IC) 95%. Estimaram-se os odds ratios (OR) e os intervalos de confiança de 95%, na avaliação da associação entre AP e as variáveis explicativas. Utilizou-se o teste do chi2 ou chi2 de tendência, quando as categorias foram ordenadas para análise estatística. Valor de p<0,05 foi considerado estatisticamente significativo. RESULTADOS: a prevalência de AP foi de 44,8 (IC 95%: 39,1 - 50,7), para AP-estado, e 46,1% (IC 95%: 40,4 - 52,0), para AP-traço. A concordância formal entre as escalas foi moderada (kappa = 0,55, p<0,001). Na análise multivariada, AP-traço e AP-estado se associaram com maior renda da mulher (OR:0,39; IC 95%: 0,21 - 0,74, p=0,005); (OR: 0,46; IC 95%: 0,24 - 0,87, p=0,02) e com presença de intercorrências com o recém-nascido (OR:2,15; IC 95%: 1,02 - 4,54, p=0,04; OR:2,47; IC 95%: 1,16 - 5,25, p=0,02), respectivamente. AP-traço se associou com maior faixa etária (OR: 0,34; IC 95%: 0,13 - 0,88, p=0,008), ao passo que AP-estado se associou com maior número de filhos vivos (OR:1,82; IC 95: 1,01 - 3,29, p=0,04). CONCLUSÕES: AP foi muito prevalente nesta amostra de mulheres atendidas em clínica privada. Maior renda e maior faixa etária da mulher diminuem o risco, ao passo que a presença de intercorrências com o recém-nascido e maior número de filhos vivos aumentam o risco de AP.<br>PURPOSE: postpartum anxiety (PPA) is highly prevalent and has important consequences on mother and newborn. The aim of the present study was to estimate the prevalence of PPA and its risk factors, in a sample of women attending a private setting. METHODS: a cross-sectional study was performed with 299 women, at a routine gynecological visit, from August 2000 to May 2003. The Spielberger State-Trait Anxiety Inventory (STAIT) and a questionnaire with sociodemographic data and obstetric data were used. Inclusion criteria were: women with no past or present history of depression, psychiatric treatment, alcohol or drug abuse and whose children were alive. The prevalences of PPA-trace and PPA-state, that evaluate characteristics of personality and transitory anxiety, respectively, were estimated with 95% confiance intervals (CI). Odds ratios and 95% CI were used to examine the association between PPA and exposure variables. Hypothesis testing was done by the chi2 test or chi2 test for linear trend, when categories were ordered. A p value < 0.05 was considered to be statistically significant. RESULTS: the prevalences of PPA-state and PPA-trace were 44.8% (CI 95%: 39.1 - 50.7) and 46.1% (CI 95%: 40.4 - 52.0, respectively). Formal agreement between scales was moderate (kappa = 0.55; p<0.001). By univariate analysis, lower mother income and presence of newborn complications were associated with PPA-state and PPA-trace. Lower maternal age and greater number of alive children were associated with PPA-trace and PPA-state, respectively. By multivariate analysis, PPA-trace and PPA-state were associated with higher mother income (OR:0.39; IC 95%: 0.21 - 0.74, p=0,005; OR:0.46; IC 95%: 0.24 - 0.87, p=0.02) and presence of complications in newborns (OR:2.15; IC 95%: 1.02 - 4.54, p=0.04) (OR:2.47; IC 95%: 1.16 - 5.25, p=0.02), respectively. PPA-trace was associated with greater maternal age (OR:0.34; IC 95%: 0.13 - 0.88, p=0.008), while PPA-state was associated with greater number of alive children (OR:1.82; IC 95%: 1.01 - 3.29, p=0.04). CONCLUSIONS: PPA was highly prevalent in this sample of women attending a private setting. Higher mother income and greater maternal age decrease the risk of AP, while presence of complications in newborns and greater number of alive children increase the risk.

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al, A. F. C. E. (2006). Ansiedade no puerpério: prevalência e fatores de risco Postpartum anxiety: prevalence and risk factors. https://doi.org/10.1590/S0100-72032006000300006

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al, Alexandre Faisal-Cury et. "Ansiedade no puerpério: prevalência e fatores de risco Postpartum anxiety: prevalence and risk factors." 2006. https://doi.org/10.1590/S0100-72032006000300006.

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al, Alexandre Faisal-Cury et. 2006. "Ansiedade no puerpério: prevalência e fatores de risco Postpartum anxiety: prevalence and risk factors.". https://doi.org/10.1590/S0100-72032006000300006.

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al, A. F. C. E. 2006, Ansiedade no puerpério: prevalência e fatores de risco Postpartum anxiety: prevalence and risk factors, Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, available at: https://doi.org/10.1590/S0100-72032006000300006 [Accessed 5 Aug. 2026].

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Título
Ansiedade no puerpério: prevalência e fatores de risco Postpartum anxiety: prevalence and risk factors
Autor / colaboradores
Alexandre Faisal-Cury et al
Editora
Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia
Ano de publicação
2006
ISSN
0100-7203
ISSN
0100-7203
Idioma
Inglés

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